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Ergonomia e riscos psicossociais: entenda essa relação

  • Foto do escritor: Clínica Atenuar
    Clínica Atenuar
  • 13 de abr.
  • 2 min de leitura
Homem com luva organiza peças metálicas em fábrica. Dois homens conversam ao fundo. Ambiente industrial iluminado. Atmosfera focada.

A integração da ergonomia com riscos psicossociais é uma necessidade para qualquer empresa que visa construir um ambiente de trabalho mais seguro, saudável e produtivo. Embora a Norma Regulamentadora 17 (NR-17) já tivesse uma relação com a organização do trabalho, a revisão da norma ampliou a atenção para a saúde mental. Isso exige uma compreensão sobre como as demandas psicológicas e sociais interferem no bem-estar e como a empresa pode atuar preventivamente para reduzir riscos e fortalecer a segurança.


O que são riscos psicossociais?

Riscos que afetam a saúde mental de um trabalhador, os riscos psicossociais são originados, por vezes, por fatores organizacionais, comportamentais e condições físicas do ambiente de trabalho. Isso inclui, por exemplo, carga excessiva de trabalho, falta de autonomia, cobrança excessiva, trabalho precário, insegurança no emprego, entre outros.


Por que a NR-17 passou a olhar para os fatores psicossociais

A inclusão de fatores psicossociais na NR-17 se dá pelo reconhecimento de que a ergonomia moderna vai muito além do corpo, considerando o impacto das cargas cognitivas e emocionais sobre o desempenho dos colaboradores. Por isso, a norma exige uma abordagem integrada, que inclui a análise da organização do trabalho, as demandas cognitivas e emocionais, a autonomia e ritmo de trabalho, os relacionamentos interpessoais e a comunicação, o suporte social e o clima organizacional.


Homem barbudo segura chave inglesa em oficina, com ferramentas penduradas em painel de madeira e bolsa amarela ao fundo. Atmosfera séria.

Como essa integração funciona na prática?

A integração da ergonomia com fatores psicossociais responde à necessidade de mapear riscos que têm efeitos diretos sobre adoecimento, absenteísmo e queda de produtividade. Dessa forma, para que esses riscos tenham visibilidade, alguns pontos precisam ser considerados.


  1. Avaliação ampliada das condições de trabalho: além da avaliação dos aspectos biomecânicos, a integração da ergonomia com fatores psicossociais inclui a análise de percepções, pressões, expectativas e condições emocionais presentes no ambiente, como sobrecarga mental, demandas conflitantes, falta de previsibilidade, pressão por metas, sensação de insegurança e níveis de autonomia.


  2. AET mais completa e contextualizada: a NR-17 determina que a Análise Ergonômica do Trabalho (AET) considere fatores psicossociais como parte da identificação dos riscos, ampliando o estudo com profundidade. Dessa forma, a integração da ergonomia com fatores psicossociais passa a conectar tarefas, organização, ferramentas, contexto social, carga emocional e condições de gestão.

  3. Ações preventivas alinhadas à realidade das equipes: com o diagnóstico ampliado, a empresa pode desenvolver ações que vão além da postura ou da adequação ambiental, criando intervenções como, revisão da distribuição de tarefas, ajustes no ritmo e na carga mental, programas de suporte emocional, melhorias na comunicação entre líderes e equipes e capacitações para prevenção de riscos psicossociais.


Operário em macacão azul e capacete ajusta uma máquina em uma fábrica com parede de tijolos. Ambiente industrial e iluminado.


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