Qual o papel que as lideranças desempenham nesta nova fase da NR1?
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A atualização da Norma Regulamentadora 1 (NR-1), que entra em vigor em maio deste ano, amplia a responsabilidade das empresas sobre riscos psicossociais. Com isso, fatores como estresse crônico, sobrecarga, assédio moral, assédio sexual e metas inalcançáveis passam a ser, necessariamente, identificados e tratados de maneira estruturada dentro do programa de Gerenciamento de Riscos.
Esse novo cenário exige que as lideranças assumam um papel central dentro das empresas e considerem metas compatíveis com a capacidade dos colaboradores. Isso porque as condições que geram riscos psicossociais podem estar ligadas ao modo como as equipes são gerenciadas. Ambientes marcados por urgência permanente, metas difusas e comunicação pouco clara tendem a aumentar a possibilidade de erros, retrabalho e rotatividade.
Como as lideranças podem atuar no gerenciamento de riscos

Responsáveis pela organização da rotina das empresas, os líderes têm a capacidade de moldar a cultura organizacional e promover práticas seguras. Isso envolve a comunicação clara das expectativas, o reconhecimento de comportamentos seguros, a criação de espaços de escuta, apoio e confiança, a gestão da carga de trabalho e a promoção da autonomia e desenvolvimento. Além disso, os líderes devem incentivar a participação ativa dos colaboradores, solicitando feedback e sugestões para melhorar as práticas de trabalho. Especialistas defendem a importância das lideranças terem autonomia e liberdade para que possam atuar de maneira responsável, conforme seu ritmo e suas características, considerando as novas competências exigidas pela empresa ou pelo mercado. As novas propostas da NR-1 se voltam à construção de um ambiente psicologicamente seguro, tendo como prioridades o bem-estar e a saúde mental dos trabalhadores.
Como preparar líderes mais atuantes para lidar com as atualizações da NR-1?

Com as novas exigências da NR-1, preparar as lideranças para o desenvolvimento organizacional passa a ser uma medida estratégica. Por isso, é necessário investir na capacitação de gestores para que eles possam atuar diretamente na identificação, prevenção e controle de fatores que podem impactar a saúde mental e a segurança dos trabalhadores. Algumas ações possíveis incluem:
Treinamentos regulares e práticos: investimento em capacitações recorrentes sobre comunicação não violenta, empatia, escuta ativa e gestão de conflitos. Além de conteúdo técnico, essas capacitações devem abordar habilidades comportamentais que permitam lidar com as novas demandas de saúde mental e segurança.
Mentoria e desenvolvimento contínuo: oferecimento de programas de mentoria para que líderes possam compartilhar experiências, refletir sobre práticas e aprimorar sua atuação diante dos desafios psicossociais.
Experiências práticas e feedback: desenvolvimento de atividades que promovam o aprendizado prático, estabelecendo ciclos de feedback e avaliações participativas.
Alinhamento com a cultura organizacional: atuação conjunta do RH e liderança para fortalecer uma cultura de prevenção, acolhimento e respeito, a fim de que a saúde mental deixe de ser apenas uma exigência legal e passe a fazer parte da estratégia corporativa.



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